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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Crise da água: A natureza manda a conta.

Olá!

Continuando no assunto da água, compartilho alguns links com textos que acredito terem capturado o essencial do que precisa ser dito sobre a atual crise hídrica brasileira.

Ao fim da postagem, minha '*roda de notapé'...

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O primeiro texto é da repórter, escritora e documentarista Eliane Brum. Texto preciso e fundamental para quem quer ter uma visão clara do que está acontecendo:

“Vamos precisar de um balde maior”
Quem seremos nós, sem água? Caberá a essa geração imperfeita enfrentar os desafios de um futuro que chegou antes.


http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/02/opinion/1422883484_909975.html

Destaque para o blog mencionado pela escritora, "Boletim da Falta D'água", criado e mantido por Camila Pavanelli. Sua atitude frente ao grande cenário de negação e desinformação vinda do governo e da grande mídia foi a de escrever um blog com postagens semanais sobre a falta de água em São Paulo, juntando as narrativas fragmentadas, confusas e espalhadas pelas mídias, e dar alguma ordem e sentido a elas. Eis o link para o blog:

http://boletimdafaltadagua.tumblr.com/

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O segundo texto é de Felipe Milanez, jornalista e ambientalista, como forma de apoio à Campanha Conta D'água (contadagua.org). Seu texto é sobre a necessidade de encararmos o caráter político da crise hídrica e, portanto, também de sua solução:

Malthus e a crise hídrica em São Paulo
Problema da crise hídrica em São Paulo é um caso clássico de ecologia política. Não adianta culpar a natureza, mas sim o mau uso dela. É o capitalismo, estúpido. E os poderes locais.


http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-milanez/malthus-e-a-crise-hidrica-em-sao-paulo-8334.html

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O terceiro texto é uma análise de Vladimir Safatle, filósofo e professor, apontando a falta de honestidade e coragem das figuras públicas para assumir responsabilidades e de tomar as atitudes necessárias.

A transferência de responsabilidades
Já em plena crise hídrica, o patético esforço da oligarquia tucana para explicar o desastre que ela própria provocou


http://www.cartacapital.com.br/revista/835/a-transferencia-de-responsabilidades-3770.html

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E aqui, uma contribuição do Cartunista Zé Dassilva:


















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*'Roda de Notapé'
Um dia, a natureza ia mandar a conta de todos os nossos descasos... Esse dia chegou.

Mas para muitos ainda, a crise da água está longe - espacial e temporalmente.

"Não chegou no meu bairro ainda". "Está acontecendo em outro lugar". "Só vai acontecer no futuro".
Acontece que o longe está cada vez mais perto, e o futuro bate à porta...

Então, resta a pergunta: Vamos economizar pra que não falte pra ninguém, ou esperar faltar na nossa torneira pra economizar na marra?

Vamos aprender a lição observando os casos já mais que presentes e notáveis?

Vamos reinventar nosso modo de viver e governar, respeitando as limitações da natureza para prover aquilo que é essencial à nossa vida?

Ou vamos continuar nosso dia-a-dia ignorando todos os avisos e prenúncios, todas as dicas dadas pela natureza de que estamos fazendo algo errado (há muito tempo!!)?

Eu espero que, de uma vez por todas, entendamos: quando desrespeitamos a natureza, não é ela que sofre - SOMOS NÓS, mais cedo ou mais tarde.

Ou será que a situação vai ter de piorar ou acontecer mais vezes para que população e poder público aprendam a lição pra sempre?

Lembremos, então:



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E até a próxima!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Verdade para matar a sede... Porque água, não tem mais!

Olá!

Começando 2015 com notícias não muito agradáveis, mas, faz parte!

Quero falar hoje sobre a crise da água...

A notícia é do site "De olho no tempo - Meteorologia":

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Água deve acabar e colapso acarretará em êxodo urbano em São Paulo, afirmam especialistas

Date: 05, janeiro, 2015

A mais grave crise de abastecimento de água potável no estado de São Paulo e principalmente na Região Metropolitana, ainda não foi tratada com realismo por parte da mídia e das autoridades.


Imagem do site "De olho no tempo - Meteorologia














Até agora o que se viu e ouviu sobre o nível dos reservatórios, não retrata a verdadeira “guerra civil” que se aproxima nos meses seguintes, garantem especialistas.
Desde o segundo semestre de 2013, a irregularidade de precipitação atrelada ao consumo excessivo, à péssima malha de distribuição de água e a falta de investimento por parte do governo levou a uma redução muito drástica do nível dos principais reservatórios que abastecem as regiões de Campinas, Itu e São Paulo.
O maior destaque dado pela mídia, o Sistema Cantareira, que já não possui mais capacidade natural de armazenamento de água, está agonizando com sua segunda reserva técnica sendo retirada e com data para acabar.

(...)

A cidade de São Paulo, principalmente, deve entrar em colapso total até o final de 2015, onde moradores não terão água para beber, indústrias promoverão a demissão em massa, pela falta de água na produção das mercadorias e a migração de famílias inteiras para outras regiões será única e exclusivamente em função da inexistência de água. Esse é o cenário mais otimista alertado com muita antecedência pelos pesquisadores.
O comércio, a indústria e os moradores residentes em São Paulo, bem como a área metropolitana, sentirão não apenas no bolso, mas no método de sobrevivência, tamanha ingerência política.
Os pesquisadores, que já haviam indicado a possibilidade ainda em 2013, agora cravam a certeza de que teremos um êxodo urbano, ou seja, a população migrando da cidade grande para o interior devido, exclusivamente, à falta de água potável para a sua sobrevivência e também pela demissão em massa e a crise econômica que ela irá alavancar.

A mídia e o governo não mostraram ainda a gravidade que se aproxima com a extinção da água potável dos principais reservatórios, o que não significa que em anos seguintes, o armazenamento não seja recuperado. Cabe a população agilizar suas tarefas e gerir a pouca água que resta. Mesmo que chova o dobro do que foi perdido nos últimos dois anos, as represas demorariam, pelo menos cinco anos, para recompor o que foi perdido.
São Paulo está à beira do colapso, mas como sempre, acreditamos em dias melhores, ou na chuva que cairá. E isso terá um preço muito alto a ser pago por todos.
Não existe milagre, mas sim planejamento. E planejamento é o que menos fizeram nos últimos anos para com a água de São Paulo.



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No link a seguir, uma notícia da Agência FAPESP fala sobre uma carta escrita por cientistas da Academia Brasileira de Ciências, com uma clareza impecável sobre a REAL situação da crise hídrica vivida pelo Brasil, e sobre as atitudes IMEDIATAS que governo e população deveriam adotar para uma possível solução.

http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/01/19/a-palavra-dos-cientistas-sobre-a-crise-da-agua/

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*Roda de Notapé 1

É isso aí pessoal. A lógica urbana de São Paulo FRACASSOU. Resta saber se o restante do país (e do mundo, por que não?) vai aprender a lição só observando ou vai esperar passar pela mesma situação.

E qual é a lição? Dar mais importância para o lucro do que para o que é essencial à vida humana e desperdiçar os recursos naturais como se fossem infinitos NÃO DÁ CERTO.

Também é bom pararmos de acreditar naquela velha historinha de que precisamos "SALVAR O PLANETA". O planeta vai ficar muito bem, obrigada, pois já passou por coisas bem piores do que os efeitos da espécie humana.

Quem está em perigo SOMOS NÓS. A manutenção da nossa vida na terra está ameaçada e a única culpada é a própria humanidade, com toda a sua ganância, irresponsabilidade e inconsequência.


*Roda de Notapé 2

Agora, em relação aos meios de comunicação, eles estão fazendo um enorme desserviço à população, juntamente com os políticos responsáveis pela gerência da crise hídrica (e de outras também, como a elétrica).

Tentar mascarar a situação dizendo que vai ficar tudo bem e simplesmente apelar para os céus por chuva NÃO VAI FUNCIONAR.

Na verdade, isso só vai piorar a situação, pois, primeiro: tripudia das pessoas que estão passando dificuldades humilhantes diariamente pela falta da água (como uma pessoa entrevistada na TV falou) e, segundo, não promove ações que amenizariam a situação em termos técnicos de economia de água. Afinal, "está tudo bem!".

E sabemos que não está. Rios ora jorrando água preta, ora jorrando espuma química, e depois, apresentando seus peixes mortos aos milhares em suas margens....... Já não são sinais suficientes de que algo não vai bem?

É preciso que o governo saia do estado de negação, ou simplesmente pare de mentir tão deslavadamente para acobertar seus próprios erros.

É preciso alertar a população do estado real da situação e começar uma campanha global de promoção de HÁBITOS MAIS SUSTENTÁVEIS, e, mais ainda, INCENTIVO para a população conseguir incluir esse hábitos em seu dia-a-dia - PARA SEMPRE (e em todos os lugares do planeta).

E é preciso PLANEJAMENTO e INVESTIMENTO em meios mais sustentáveis para suprir as necessidades da população...

Não adianta fazer tudo errado o tempo todo e esperar que um "jeitinho brasileiro" dê um jeito.

Se continuarmos assim, mais cedo ou mais tarde, todos nós acabaremos pagando essa conta - da base ao topo dessa nossa pirâmide social insana.........

Boa sorte (e consciência) pra todos nós!
E até a próxima!